Minha história

Eu sou de Soto de Cerrato, uma pequena aldeia de Palencia, no interior da Espanha, onde desenvolvi meu amor pela natureza. Tendo claro ─desde criança─ que o comportamento dos animais era o que mais me apaixonava, sai da minha pequena aldeia para estudar biologia na Universidade de Salamanca. Logo, Salamanca se tornou meu segundo lar, onde fiquei muitos anos vivendo, amando, estudando e trabalhando incansavelmente, me formando como cientista. Enquanto isso, visitei as ilhas mais remotas e subi as montanhas mais altas da Península Ibérica para estudar a termorregulação dos pequenos lagartos ameaçados que moram lá.

Após meu doutorado, mudei para o Brasil, para continuar descobrindo como a temperatura modula o comportamento dos animais. Estive lá quatro anos, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (Brasil), uma bela cidade onde araras, jacarés e capivaras dividem seu espaço com os seres humanos, ensinando Comportamento Animal, pesquisando, treinando estudantes e organizando  eventos de ciência e de divulgação na UFMS. Além disso, tive a grande sorte de fazer o trabalho de campo no Pantanal ─a maior área alagada do mundo─ um paraíso natural onde a vida selvagem ainda se agita quase imperturbável.

Ao longo do caminho, fui percebendo como ainda estamos longe de obter igualdade de gênero e como ela é importante para avançar na construção de um futuro mais sustentável. Embora eu tente ser otimista, os animais que tanto amo são mais ameaçados a cada dia, e a única maneira de preservá-los a médio ou curto prazo é agir agora. Aliás, não é apenas por eles: é indubitável que nós, humanos, dependemos totalmente de uma natureza saudável para viver. Está provado que a igualdade de gênero promove melhores resultados científicos e melhora a sustentabilidade. Assim, alcançar a igualdade de gênero na ciência e na tomada de decisões se torna essencial se queremos superar as atuais crises ambientais. No entanto, nós mulheres ainda somos menos de 15 a 20% em cargos de tomada de decisão em todo o mundo. É por isso que também dedico minha energia para avançar na igualdade de gênero na ciência e é por isso que estou tão feliz por ter sido selecionado para participar no Homeward Bound, uma iniciativa revolucionária que ajudará mulheres cientistas a construir um futuro melhor para todos.

Participando do Homeward Bound, pretendo ganhar visibilidade e conhecimento, melhorar minhas habilidades para ser uma boa líder em minha carreira científica e influenciar decisões destinadas a valorizar a ciência, proteger a natureza e empoderar as mulheres. Vejo meu futuro pesquisando para entender o comportamento animal e trabalhando para preservar a natureza e acabar com a desigualdade de gênero.

Em 2021 voltei para a Espanha, para trabalhar na Universidade de Granada, no laboratório de Ecologia Evolutiva de Fauna Mediterránea, onde planejo aplicar minhas linhas de pesquisa na resolução de problemas ecológicos e de conservação de vertebrados mediterrâneos.

CV (atualizado em fevereiro de 2021)

www.zaidaortega.com © 2019 | Proudly created with Wix.com 

  • LinkedIn - Círculo Negro
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram